segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Início da caça aos golfinhos reabre polêmica no Japão


Todo 1º de setembro, na pequena cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu, uma nova estação de pesca começa: a temporada de golfinhos. Vinte e seis pescadores em 13 barcos encurralam algumas dezenas de golfinhos em uma pequena enseada e matam os animais a golpes repetidos com longos arpões e facões. A angra de 4,6 m² se ruboriza, como se repleta apenas de sangue.
No curso da temporada de seis meses, pescadores matam quase dois mil golfinhos e vendem a carne para supermercados locais a cerca de US$ 500 o golfinho. Os pescadores complementam sua renda capturando cerca de cem golfinhos vivos e vendendo cada um por dezenas de milhares de dólares para aquários no Japão, China, Coreia do Sul, Irã e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A mídia internacional não foi gentil com Taiji no passado e o documentário "The Cove", um vencedor do Festival de Sundance que estreou nos Estados Unidos no início deste mês, reabre antigas feridas. O filme acompanha uma equipe internacional de fotógrafos, mergulhadores e ativistas em sua missão de documentar a caça a golfinhos, enfrentando a oposição de autoridades municipais, policiais e pescadores de Taiji.
Os ativistas são liderados por Ric O'Barry, que treinou os golfinhos da popular série de TV da década de 1960 "Flipper". Após o final do programa em 1967, O'Barry se tornou um dos ativistas mais radicais do mundo contra a criação de golfinhos em cativeiro. Nos últimos anos, ele tem procurado acabar com a caça em Taiji, uma tradicional cidade baleeira do Japão.
A denúncia já partiu de outros: a Blue Voice, uma parceria do cineasta Hardy Jones e do ator Ted Danson, se opõe à caça em Taiji há anos. Assim como a organização ambiental japonesa Elsa Nature Conservancy. Em 2007, Hayden Panettiere, estrela da série "Heroes", foi outra que protestou na enseada de Taiji.
Muitos cientistas também se opõem à caça. Desde 2005, Diana Reiss, pesquisadora de comportamento animal do Hunter College - famosa pela descoberta de que golfinhos conseguem se reconhecer em espelhos - tem coletado a assinatura de centenas de cientistas ao redor do mundo para uma petição que planeja apresentar no próximo mês à secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
"Essa caça é um caso extremo de crueldade animal", disse Reiss, que recebe fundos do Comitê de Pesquisa e Exploração da National Geographic. (A National Geographic Society controla a National Geographic News) Reiss, os produtores de "The Cove" e outros ativistas trabalhando em Taiji têm uma missão clara: acabar com a caça de golfinhos. Mas a prática é um assunto complexo e focar apenas em seu término deixa perguntas importantes sem respostas: quão disseminada é a caça de golfinhos? Quando e por que ela começou, e porque ela persiste? E qual efeito, se algum, a caça provoca na saúde dos golfinhos globalmente?
Tradição local de geraçõesO povo japonês caça golfinhos e seus parentes cetáceos maiores, as baleias, há centenas, se não milhares de anos. Há 10 mil anos, o fim da era glacial tornou o Japão um arquipélago, tornando o país cada vez mais dependente do mar com o crescimento populacional.
"Praticamente toda criatura marinha comestível foi explorada como alimento", disse o antropólogo e especialista da cultura pesqueira japonesa Theodore Bestor, da Universidade Harvard. Baleias e golfinhos estão arraigados na culinária, cultura e religião japonesa. Os animais eram objetos de celebração, rituais e arte. Tumbas e monumentos antigos a baleias e golfinhos podem ser encontrados por todo o país.
Diferente da caça a baleias - que se tornou uma indústria comercial de grande escala no século XX até a moratória internacional de 1986 -, a caça a golfinhos sempre foi uma atividade primariamente local, disse o antropólogo da Universidade de Oslo, Arne Kalland. Tradicionalmente, a caça a golfinhos tem sido uma prática isolada de algumas pequenas cidades pesqueiras, onde a carne do animal é muito apreciada.
Ironicamente, uma cidade japonesa onde o golfinho não era popular se tornou a primeira a atrair a atenção internacional à prática de encurralar golfinhos em uma enseada. No fim da década de 1970, os pescadores de Iki, pequena cidade em uma ilha a oeste de Taiji, passaram a considerar os golfinhos responsáveis pela queda dos estoques do charuteiro-do-Japão, apesar de não haver dados que sugiram que golfinhos tenham algum dia reduzido significantemente a população desses populares peixes. Em abril de 1979, a revista National Geographic publicou a imagem de uma enseada ensanguentada de Iki, mostrando golfinhos roaz estirados na praia.
No ano seguinte, Hardy Jones visitou Iki e filmou a matança. Ele enviou sua gravação para a CBS e, após o canal transmitir as imagens, mais de 200 repórteres de todo o mundo apareceram para cobrir a história. Nenhum golfinho foi caçado em Iki desde então. Em meados dos anos 1980, a maioria das outras cidades já havia abandonado a prática de cerco a golfinhos, disse Jones.
Algumas pararam pela escassez de golfinhos, que desapareceram com a pesca predatória ou foram espantados, ou ambos, mas a maior parte das cidades desistiu devido a toda a atenção negativa. Os cercos não valiam toda a dor de cabeça. Ainda assim, Taiji se recusou a parar: em 1980, pescadores mataram 11.017 golfinhos dessa forma.
Caça aos golfinhos pelo mundoNos últimos 25 anos, Taiji (com uma população de 3,6 mil) se tornou um ponto explosivo para ativistas dos direitos dos animais. Mas a cidade não é o único lugar onde pescadores matam golfinhos. Não é sequer o único local com uma enseada banhada de sangue. Todos os anos, pescadores nas Ilhas Faroe, província autônoma da Dinamarca, também encurralam e matam centenas de golfinhos em pequenas enseadas. Como em Taiji, a água fica escarlate.
Então por que a caça faroesa não atraiu o mesmo tipo de atenção internacional negativa? Para começar, a caça é metade da de Taiji, às vezes menor. Além disso, os pescadores matam baleias-piloto, que são tecnicamente golfinhos, mas não tão facilmente reconhecíveis quanto os seus primos roazes, que são a espécie mais comum e conhecida. A caça também é menos comercial. A carne é dividida igualmente entre famílias locais ao invés de ser vendida a supermercados, e não há venda de animais para aquários.
Além disso, as ilhas Faroe respeitam a proibição da caça comercial de baleias, apesar da Dinamarca querer que ela seja suspensa. O que também é o caso do Japão - e a oposição declarada de Tóquio à proibição tornou o país um alvo luminoso para ativistas antibaleeiros e, por extensão, defensores de golfinhos.
Mesmo dentro do Japão, a pesca em Taiji é pequena se comparada ao que ocorre no norte, onde arpoadores matam mais de 10 mil botos-de-dall todos os anos para alimentação - cinco vezes o saldo anual de Taiji. Mas como a caça no norte ocorre em alto mar, é difícil fotografá-la, tendo recebido bem menos atenção do que as enseadas sangrentas de Taiji.
A caça de golfinhos também tem lugar na subsistência de comunidades do Caribe e do Ártico. Pescadores matam golfinhos frequentemente no Peru - onde a pesca é ilegal -, mas dados sobre o número de animais mortos são difíceis de se obter.
Caça das Ilhas Salomão "insustentáveis"Nas Ilhas Salomão, golfinhos são mortos com regularidade por sua carne e dentes, usados como enfeite. Como em Taiji, pescadores vendem um pequeno número de golfinhos a aquários. A caça nas Ilhas Salomão é uma das menores do mundo - menos de 100 são mortos todo ano e cerca de uma dúzia é vendida a cativeiros -, mas representa um problema urgente para conservacionistas, já que a população local de golfinhos é de apenas de algumas centenas.
"É completamente insustentável", disse Taryn Kiekow, da equipe jurídica da Natural Resources Defense Council. O antigo treinador de "Flipper", Ric O'Barry, e o Earth Island Institute, têm feito lobby com as autoridades das Ilhas Salomão em prol do fim da caça.
No mundo, a maior parte das populações de golfinho está segura. De acordo com a International Union for Conservation of Nature, há provavelmente mais de seis milhões de golfinhos no planeta. Algumas espécies estão sob risco de extinção, mas a maioria está na casa das centenas de milhares, se não milhões.
"Qualquer um que disser que esses animais serão extintos por causa dessas caças não terá nenhum dado para sustentar esse argumento", disse a cientista de mamíferos marinhos da NRDC Liz Alter. Mesmo assim, ela alerta ser possível que a matança dos botos-de-dall no Japão prejudique subpopulações do animal, que ultrapassa um milhão de indivíduos no mundo todo.
"Não comam cheeseburguer"Shigeki Takaya, diretor-assistente da Divisão de Pesca em Alto Mar do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca japonês, que supervisiona a caça a golfinhos, disse que ainda não assistiu a "The Cove" - apenas ao trailer. Mas Takaya sabe o que os produtores do filme querem e recomenda-lhes que desistam.
"Qual a diferença entre uma vaca, um porco e um golfinho?", perguntou. "Não há diferença. Existe um mercado para o golfinho no Japão. Não é um grande mercado, mas é um mercado. O golfinho é um recurso e as pessoas precisam respeitar outras culturas. Em outros países se comem vacas. Mas nunca dissemos aos americanos: não comam cheeseburger. Nunca, jamais dizemos isso."
Reiss, do Hunter College, responde que a matança em Taiji precisa acabar simplesmente por ser desumana. Golfinhos são criaturas extremamente inteligentes que sentem dor e sofrimento, enfatiza. Ela escutou gravações subaquáticas da caça de encurralamento de Taiji e diz que os golfinhos emitem sofisticados avisos de aflição.
"A ciência precisa transcender as fronteiras culturais", acredita. A Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), com sede na Suíça, proibiu seus membros de adquirir golfinhos de Taiji. A Associação de Zoológicos e Aquários do Japão integra a mundial, mas a maioria dos aquários japoneses não faz parte da associação nacional.
Gerald Dick, diretor da WAZA, conversou com diversos diretores de aquários japoneses e disse que é difícil convencê-los a parar de comprar golfinhos de Taiji quando o custo deles é tão menor do que reproduzi-los em cativeiro. "Eles não enxergam a caça como algo particularmente cruel", disse ele. "Eles fazem isso há anos."
Os produtores de "The Cove" argumentam que se os visitantes dos aquários japoneses soubessem de onde eles conseguem seus golfinhos, as pessoas deixariam de frequentá-los. A caça de enseada de Taiji não é amplamente conhecida no Japão, dizem os cineastas, mas eles estão buscando um distribuidor japonês para o documentário.
Contaminação de mercúrioComo a maioria das formas de pesca, a caça a golfinhos não é regulada por nenhuma organização internacional. A Comissão Baleeira Internacional debate por anos se deve limitar a caça de cetáceos pequenos como golfinhos, mas encontra um impasse. A comissão foi criada em 1946 para controlar o mercado de óleo de baleia e depois assumiu a responsabilidade de impedir que a caça a baleias levasse à sua extinção. Mas as populações globais de golfinhos estão saudáveis.
No final das contas, talvez sejam os consumidores japoneses que acabarão com a caça de Taiji. Ativistas, cientistas e a imprensa japonesa têm documentado altos níveis de contaminação de mercúrio nos golfinhos do Japão. "The Cove" apresenta o biólogo marinho da Universidade Estadual do Oregon, Scott Baker, um antigo beneficiário da National Geographic Society que testou a carne de golfinho e detectou em 2005 que ela tinha quase 100 vezes a quantidade de mercúrio permitida pelas leis japonesas.
Mas o envenenamento por mercúrio não tem efeitos visíveis imediatos, portanto, apesar do governo japonês já alertar grávidas sobre o consumo de carne de golfinho, provavelmente vai demorar um tempo até que as pessoas desistam completamente de um alimento tão ligado à sua história e cultura. Até agora, o Japão - o maior caçador de golfinhos do mundo - nada fez para mostrar que vai acabar com essa antiga prática.
Tradução: Amy Traduções

quarta-feira, 29 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

CUIDADO COM AS SACOLAS PLÁSTICAS


Estamos consumindo um volume absurdo destas sacolas. O Brasil ainda está engatinhando na luta contra o consumo de sacolas plásticas. Pouquíssimas pessoas realmente evitam levar o item para casa. Na Europa, as pessoas tomam atitudes bem mais corretas. Na Itália, Alemanha, França e outros países, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não leva sua própria sacola para carregar as compras é obrigado a comprar na loja. O peço é salgado. Porque esta medida ainda não chegou por aqui?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Matança de focas continua

Lamentavelmente a caça que estava proibida, recomeçou. A foto da IFW, uma organização protetora dos animais, mostra um navio de caçadores de focas carregado de peles do animal, no golfo de São Lourenço, no Canadá. As previsões projetam que cerca de 280 mil animais serão mortos. Embora estes animais não estejam ameaçados de extinção, outro motivo de preocupação é o Aquecimento Global, que até o fim do século deve ter grande impacto sobre as populações. Fonte:UOL




Congresso Bio


Revitalização do Símbolo do Biólogo


Em 2009 comemora-se 30 anos da regulamentação da profissão de Biólogo. Uma das atividades programadas para comemorar essa data é a revitalização do Símbolo da profissão. Sem perder a essência que faz do logo do CFBio uma marca tão forte e presente entre o Biólogo, sua revitalização pode ser percebida como uma agregação de valores.Começando pela forma que foi utilizada como base para os elementos: o círculo. Na simbologia das formas, representa a união e perfeição, daquilo que começa e acaba em si mesmo. Assim, ele condiz com a proposta do próprio Conselho, somando e interligando valores, laços e vínculos entre os profissionais representados por essa instituição. Também representa o movimento, a atividade, reproduzindo a busca por melhores dinâmicas entre as relações dos Biólogos. O azul, usado de forma mais clara no círculo, é uma cor profunda e calma, que a princípio, representa a água, mas que também passa a idéia de maturidade. O azul também é a cor da Biologia.A estrutura do DNA traz à tona um elemento sempre presente no cotidiano do profissional da área de Biologia. A base de sua estrutura forma um espermatozóide, que fecundando o óvulo (círculo azul) dá origem a uma nova vida, com toda sua complexidade – a essência da profissão do Biólogo.Fator de grande importância para qualquer ser vivo, sendo a base dos estudos biológicos, a natureza é representada pelas folhas da base do círculo. Sua cor, não poderia ser outra, senão o verde, pois é a cor universal para a representação da natureza, passando a idéia de frescor, harmonia e equilíbrio.A espiral, que se encontra dentro das folhas, é o símbolo da evolução e do progresso. O Biólogo sempre deve buscar novos estudos e pesquisas que possam atualizar seus conhecimentos e acrescentar informações úteis a sua profissão. Esse elemento também possui uma interpretação mais subjetiva, podendo ser traduzido de diferentes formas, como por exemplo, a representação de um caracol ou da asa de uma borboleta, mostrando a interação do Biólogo com a biodiversidade e o Planeta, na busca de sua conservação, manejo e sustentabilidade.O símbolo traduz conceitos que envolvem o cotidiano dos Biólogos e também a importância da vida para esses profissionais. Ao agregar valores de união e evolução à marca CFBio, busca-se demonstrar a forma dinâmica e pró-ativa de relacionamento do Sistema CFBio / CRBios com o Biólogo e a sociedade.
http://www.crbio01.org.br/cms/index.php#inicio

Você também pode fazer sua parte

Era uma noite bastante comum de um dia de semana quando motoristas na Rodovia Raposo Tavares presenciaram uma cena inusitada. Um homem saiu do seu veículo e parou o trânsito para ajudar um cão assustado a atravessar a pista. De seus carros, pessoas aplaudiram e parabenizaram o ato de compaixão do veterinário Márcio Carbuglio, de 29 anos. O cão seguiu pela outra margem da rodovia, são e salvo.
O que motivou Márcio foi evitar um problema muito comum entre os cachorros: os atropelamentos. Afinal, a terceira maior causa de morte canina em São Paulo, assim como é de se esperar em outras cidades grandes, são os traumas e acidentes. Como diz o professor de cirurgia veterinária do Hospital da USP, Cássio Ricardo Auada Ferrigno, atropelamentos lideram essa lista disparado, sendo bem mais frequentes que violência e quedas. São também a causa de até 20% das cirurgias realizadas no hospital, estima ele.
O veterinário Márcio, antes de fazer com que o cão chegasse a salvo do outro lado da pista, já havia resgatado cachorros que não tiveram a mesma sorte e foram atropelados. Entre eles, a cadela Tropelada (com 'T' mesmo), que está com ele há cinco anos. Ele estava saindo da mesma rodovia quando a viu sendo atingida por um carro. Parou para ajudar quando o motorista fugiu. O veterinário a amordaçou para evitar uma mordida e a levou para a clínica onde trabalha. Ela havia sofrido fratura no fêmur da pata esquerda e luxação na direita, portanto demorou para ficar boa. Quando ficou, Márcio levou-a para casa, onde cria mais três cachorros. Ele descreve a cadela como a mais alegre e obediente dos seus animais de estimação, esquecendo-se de citar as sequelas físicas bastante visíveis.
Tropelada deve saber que tem sorte. Apenas uma pequena parte dos cachorros atropelados chegam a um hospital ou clínica veterinária porque o resgate, além de ser perigoso, também acarreta em assumir o cão como sua responsabilidade, ainda que temporária, além dos gastos do tratamento. No caso de Márcio, o que o permite fazer essas boas ações é o fato de saber cuidar dos animais. "É muito raro um desconhecido encontrar um cão atropelado e resgatá-lo", afirma a veterinária Simone Franceschini, 32. "Acolhi uma cadela essa semana que foi encontrada e trazida pela mãe de uma veterinária". Simone diz que o tratamento não será cobrado já que a filha dessa senhora trabalha na mesma clínica, mas admite que, se fosse, não sairia por menos de R$ 800. Nem mesmo hospitais veterinários públicos, como o da USP, recebem cachorros tão machucados por caridade e sem que a pessoa que resgatou assuma o animal, já que eles são muitos, o tratamento é caro, demorado e ainda precisa-se encontrar um dono para acolhê-lo depois de curado.
Difícil sim. Impossível não
"Desci do carro para ajudar esse e outros cachorros porque eu estava ali. Não poderia ver um animal precisando de ajuda e simplesmente passar reto", diz Márcio sobre os cachorros que resgatou. Suas palavras poderiam ser ditas por muitas outras pessoas que amam animais e que certamente ajudariam a mudar essa situação, se soubessem como.
A primeira iniciativa é praticar a Posse Responsável. "A causa de tantos animais morrerem desse jeito é o abandono. Animal largado na rua está suscetível a ser atropelado. Não castrar os animais também aumenta a população canina que corre esse risco", diz o professor veterinário Cássio Ricardo. Se muitos donos não são responsáveis como deveriam, você pode adotar um cão abandonado e, provavelmente, salvá-lo desse destino.
Se puder, pare por um animal machucado e leve-o ao veterinário - boa parte das clínicas e hospitais veterinários praticam uma espécie de política de compaixão, o que significa que cobram muito menos em situações especiais como essas. No entanto, lembre-se que animais com dor podem ser agressivos. Faça uma mordaça com o seu cadarço para evitar mordidas.
Mesmo se não tiver condições financeiras, você pode ajudar. "Uma possibilidade é levar o animal para o Centro de Zoonoses", sugere o professor Cássio Ricardo. "Lá eles cuidam do acidentado e, quando não há tratamento possível, ele é sacrificado. Mas pelo menos não fica agonizando na rua", diz ele, que não consegue deixar um animal nesse estado e pára toda vez que vê um, ainda que seja para lhe dar um fim digno. Assim como nas cidades, levar para o Centro de Zoonoses é também a política de algumas concessionárias de estradas – outro cenário de muitos acidentes -, como a Ecovias. São resgatados por mês 190 animais em seus 177 quilômetros do complexo Anchieta-Imigrantes e desses 80% são cachorros, por exemplo. No entanto, eles oferecem o contato de seis veterinários da região para quem quiser resgatar um animal atropelado.
No caso de quem cuidaria de um cão machucado, mas não pode tê-lo em casa, a solução é encontrar para ele um dono depois de curado. Para isso, conte com o auxílio das ONGs de proteção animal. A Projeto Cel, por exemplo, organiza feiras de adoção de animais abandonados todos os finais de semana. "A maioria dos animais consegue sim arranjar um novo dono. Vale muito a pena salvar um cão ", afirma Eliete Brognoli, fundadora da ONG.
Embora o problema dos cães abandonados e com péssimas condições de vida ainda necessite de mais estrutura para ser solucionado, quem já cuidou e adotou um animal necessitado sabe que a gratidão deles faz realmente valer a pena. Então, o que você vai fazer da próxima vez que vir um cachorro machucado?

http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/48/entretenimento-conheca-historia-tropelada-vira-lata.html

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SOBRA TANTA FALTA


"Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo
Sei lá se o que me deu foi dado
Sei lá se o que me deu já é meu
Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu
Vai saber se o que me deu quem sabe
Vai saber quem souber me salve
Vai saber se o que me deu quem sabe
Vai saber quem souber me salve"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CARTA DE AMOR

"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.) "

RECOMEÇAR


"Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo,é renovar as esperanças na vida e o mais importante,acreditar em você de novo.Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os anjos. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora. Pois é...agora é hora de reiniciar,de pensar na luz,de encontrar prazer nas coisas simples de novo.Que tal um novo emprego?Uma nova profissão?Um corte de cabelo arrojado, diferente?Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa.Olha quanto desafio,quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando."Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

TEMPO DE SER FELIZ


“Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou que acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem ou a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

HISTÓRIAS QUE NOS CONTAM NA CAMA


"Reza a lenda que a menina andava pela beira da praia recolhendo espelhos partidos, conchas amarelas e estrelas de cinco pontas. Chamava-se Ana, a menina de cândido semblante. As ondas induziam cavalos-marinhos a fazerem cócegas em seus pés. A maré mudava de acordo com o relógio biológico dela. E os pescadores da redondeza costumavam consultar o horóscopo da menina antes de conduzir suas embarcações. Corria a boca pequena que a paixão do Mar por Ana sincronizava o ritmo e o som das águas. Era realmente um atrevimento, um despautério aquele caso de amor. Ninguém concordava ou achava possível que aquilo pudesse ter um final feliz. Eis que, certa vez, uma Ana decidida subira até o ponto mais alto da ilha. Estava resolvida, a menina. De cima da pedra, saltou. Espalhou-se na imensidão que tanto a encantava. Conta a lenda que, deste dia em diante, o Mar nunca mais foi o mesmo. Suas ondas pareciam margear o olhar de Ana derramado. Suas águas traziam o cheiro e o gosto do amor da menina: tudo nele tornara-se salgado. O fenômeno causou estranheza em todos na pequena ilha. Inexplicavelmente, o Mar carregava agora azul sob a pele e sal sobre as águas. O mesmo sal do amor da menina. O mesmo azul do olhar outrora derramado."

(Maíra Viana - O Teatro Mágico em Palavras)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

À Santa Teresinha

Se você está correndo algum tipo de perigo, vivendo momento de aflição ou angústia, faça a Novena Milagrosa de Santa Terezinha das Rosas. Diz a tradição que, após a Novena, a pessoa receberá de alguém, de uma maneira bem inesperada, uma rosa, sinal de que seu pedido será atendido pela querida e poderosa Santa Terezinha das Rosas.

Esta novena pode ser começada em qualquer dia do mês; há um grande número de amigos de Santa Terezinha que fazem a novena entre os dias 9 e 17 de cada mês.

ORAÇÃO - "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de Vossa serva Santa Terezinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (faça o pedido da graça que deseja) - se for conforme a Vossa Santíssima vontade e para salvação de minha alma. Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Terezinha, cumprindo mais uma vez sua promessa de que ninguém Vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida. "

Reza-se em seguida 24 vezes: "Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos, amém." Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.
Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria

sábado, 22 de novembro de 2008

AOS AMIGOS!

Uma singela homenagem aos meus amigos.
Àqueles que estão por perto, e àqueles que um dia passaram por minha vida e agora seguem outro caminho, não tão perto...mas que permanecem em meu coração!


"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
Vinícius de Moraes

SER PALHAÇO

"Queria ser Palhaço
Pintar o rosto e fabricar risada
Palhaço é alegria, medo e vida
Queria os imensos sapatose neles tropeçar, cair sem ferimentos
Pequenos e bobos gesto, risadas
Palhaço para criança pequena e grande
Para nomes que conheço e desconhecidos
Mesmo com olhar triste, faz rir
Sonhos, fluir a infância em qualquer idade
Queria ser palhaço
Que ama
Que sofre
Que sorri
Que chora
Que lamenta
Mas...quando pinta a face, metamorfose
transfigura-se e o mundo se transforma
Eu, sim, queria ser palhaço
Onde todos rissem para mim...
e seria o único momento na vida que
poderia alguém rir de mim!"

É SÓ ALEGRIA

Pois é, não tem como falar em Teatro Mágico sem falar de alegria!
Eu, em toda minha vida, não havia presenciado nada como a apresentação da trupe! Nem tinha idéia de como seria!
Conheci o Teatro Mágico por uma reportagem feita no Jornal Hoje e fiquei encantada com aquela história de que os admiradores iam com rosto pintado, como eles; que eles se apresentavam como iguais aos que estavam assistindo...algumas vezes até sem palco, no meio do pessoal, somente com uma simples barreira humana dos próprios espectadores que abrem um espaço para presenciar tal magia! E o que mais me emocionou foi o pedacinho da música que tocou na repostagem: "Só enquanto eu respirar.......vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar!" Pronto, pra mim foi o que bastava. Corri pra internet e procurei mais sobre a trupe. Achei muita coisa, músicas, vídeos, comunidade no orkut....Desde então, sou uma viciada em TM...mas é um vício bom, afinal, não tem como haver nada de mau em tamanho talento!É uma mistura de música boa, com poesia, circo, cultura, cotidiano...e isso tudo numa coisa só, temperado com muito amor, entusiasmo e magia!A platéia se envolve de tal forma que todos parecem se conhecer a muito tempo, parece uma família só!
Rostos pintados, nariz de palhaço, roupa colorida....tudo faz parte dessa mágica, e claro, muita alegria e admiração pelo trabalho tão bonito que essa trupe faz!!!

Só espero que tudo isso não acabe....como vem acontecendo com nossa música de boa qualidade. Bandas vêm se separando...nossa músicas estão cada vez pior, as letras não dizem sobre nada construtivo, pelo contrário. Falta cultura em nosso país!

Torço para que a cada dia..."Amanheçam Brilhando Mais Forte!"

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mais um mês juntos!!!


"Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa.
Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.
Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.
Espere pelo homem que te beije na testa.
Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando.
Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele.
Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura.
Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quão sortudo ele é por estar ao seu lado.
Espere por aquele que esperará por você...
Aquele que vire para os amigos e diga “É ela!”

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PRATODODIA


"Prato do dia: arroz com feijão, feijão com arroz! Especialidade da casa. Só feijão não tem graça, só arroz não tem gosto. É nessa hora que se junta tudo numa coisa só. Garfo e faca observam o eclipse do feijão com o arroz no prato sobre a mesa. Enquanto eu não te disser como foi o meu dia, parece que nada do que aconteceu foi, de fato, real. Só viver não tem graça, só respirar não tem gosto. Sol e lua observam o eclipse da poesia com a prosa na garoa sobre a cidade. É nessa hora que se junta tudo numa coisa só. Especialidade da casa. Pra todo dia: eu contigo, você comigo!"

terça-feira, 18 de novembro de 2008

AFINIDADE


"Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos."